06/07/2009

Apple iPhone 2G - A validade dos testes

Muito tenho lido e ouvido sobre o iPhone. Desde há um ano que tenho um por motivos profissionais. Depois de ler algumas coisas e de estar convicto que seria um aparelho abaixo da média e com alguns defeitos para mim relevantes, o interesse desvanecia-se porque:
1) Bateria inamovível;
2) Pouca autonomia;
3) Lento;
4) Sem MMS;
5) Aplicações controladas pela Apple.
Ao fim de um ano, posso aferir que até agora relativamente à bateria, quando comparado com outros telemóveis, a sua duração é semelhante aos SmartPhones de "referência". Com chamadas de voz, dura facilmente até uma semana (uso moderado e modo tagarela desligado). Usando a net, wi-fi e demais extras, então dois dias a um. Contudo, o facto de carregar ligado simplesmente a uma porta USB ajuda muito! E de que maneira!

Não acho lento, a não ser a abrir a aplicação dos SMS. MMS, com Chats, e-mails, GMail e Reader, não faz a minima falta, muito menos pelo facto de os nossos operadores cobrarem um preço surrealista de 39 centimos.

Defeitos: Ora cá vai: o facto da Apple controlar as aplicações, pode ser um prolema e uma limitação ao mercado, como já tem o Symbian ou Java, por exemplo. Contudo, é um garante de qualidade anti-crash tal como o MacOS X. Contudo, sou liberal, prefiro a auto-regulação dos utilizadores e não a regulação centralizada da Apple.

Pelo menos na versão 2G, o telefone escorrega em demasia das mãos e pode cair em três tempos no chão. Curiosamente, dos imensos testes que li, ninguém referiu isto (na altura) talvez porque escreveram muitas coisas sem pegarem num. A Apple, felizmente, já mudou o material que revestia a capa traseira do iPhone 3G e 3GS, embora não tenham ficado tão elegantes e exclusivos.

Outro aspecto referido era a durabilidade: o meu, da primeira geração e com uso intensivo, quer no ecrã quer no aspecto geral está perfeito, apesar das quedas violentas que levou. Neste caso, tem uns riscos nos locais de embate, mas nada que possa ditar falta de qualidade. Bem antes pelo contrário.

Finalmente, o balanço que agora faço é que a grande inovação está realmente no ecrã e no modo de interagir em termos de interface e, realmente, depois do iPhone, um telemóvel com um teclado passou a ser a mesma coisa que um telefone com manivela. Tudo o resto, são gostos, defeitos e virtudes, tal como qualquer Nokia, por exemplo.

Curiosamente, as grandes referências como concorrentes do iPhone, quase três anos depois do lançamento, ainda não têm no mercado nenhuma proposta que seja realmente concorrente. O Omnia traduziu-se num dos maiores falhanços da Samsung e os ecrãs, mesmo dos outros sistemas ficam a milhas. E, claro, normalmente niguém cai na asneira de comprar duas vezes um telemóvel com o Windows.

Outro defeito, para terminar e, este nacional: os tarifários do iPhone, em Portugal são tão altos e a oferta de dados tão baixa que matam as possibilidade de crescimento das vendas, porque não só de emoção falamos quando usamos um iPhone. O dinheiro pesa, e muito!